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Guia 01 · Assédio eleitoral

Assédio eleitoral no trabalho: o que é e o que fazer

É quando quem manda no seu trabalho usa esse poder para pressionar seu voto ou sua posição política. É ilegal, e dá para denunciar sem se expor.

4 MIN DE LEITURAATUALIZADO EM 29 DE OUTUBRO DE 2026

O que é

Segundo a cartilha da Justiça Eleitoral, assédio eleitoral é qualquer conduta de coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento ligada à eleição, feita para influenciar o voto ou pressionar trabalhadores sobre sua orientação política. Conta o efeito sobre quem recebe a mensagem, não só a intenção de quem envia.

Conversar sobre política entre colegas não é assédio. O problema começa quando a pressão vem de quem tem poder sobre o seu emprego.

Exemplos do que pode ser assédio eleitoral

Depois da eleição, a pressão também conta. Entre 26 e 28 de outubro de 2026, logo após o segundo turno, o Ministério Público do Trabalho recebeu 1.143 denúncias de assédio eleitoral. Demissão por causa do voto é tratada no Guia 02.

O que diz a lei

O que fazer

  1. Anote tudo. Data, hora, lugar, quem disse e quem estava junto. Faça isso no mesmo dia, enquanto está fresco.
  2. Guarde as provas. Prints de mensagens e grupos, áudios, e-mails, fotos de cartazes e o contato de colegas que viram. O MPT aceita prints, áudios e testemunhas.
  3. Não apague nada e não saia dos grupos da empresa antes de salvar o que está lá.
  4. Denuncie ao MPT. Você pode pedir sigilo do seu nome. O passo a passo está no Guia 03.
  5. Procure seu sindicato. Ele pode orientar e agir junto com outros trabalhadores, o que protege quem denuncia.
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Este guia é informativo e não substitui orientação jurídica. Cada caso tem detalhes próprios: procure seu sindicato ou um advogado trabalhista. Se não puder pagar, o núcleo de prática jurídica de uma faculdade de Direito costuma atender de graça.

Fontes